Curso de Especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vídeo-aula 1 – As Revoluções Educacionais

Temas Transversais e a Estratégias de Projetos


 A partir deste vídeo parece bem mais fácil entender o que ocorre na escola nos dias de hoje, visto que o mesmo traz  a evolução histórica contextualizada pela qual passou a escola a qual o autor José Esteves, apresentado pelo professor Ulisses no vídeo, divide em três Revoluções:

  1ªRevolução Educacional: Inicia-se a 2500 anos atrás, na corte de antigos faraós egípcios onde as escolas era chamadas de Casas de Instrução – espaços destinados aos filhos de nobres e sacerdotes

Destinava-se a aristocracia e geralmente ocorria na relação de um professor por aluno – os preceptores que acompanhavam a educação dos filhos dos nobres por toda a vida, como retrata o quadro “a Jovem Professora” de Chardin – 1736.


 2ª Revolução Educacional:  tem como marco histórico o Decreto do rei Frederico Guilherme II da Prússia – 1787 que diz que a Educação deve ser pública e estar sob a responsabilidade do Estado. Isto dentro do contexto histórico em que os Estados Europeus necessitam se consolidar após o período Feudal, contrapondo-se à Igreja, detentora da Educação nesta época.

            Características da Escola nesta época:
Ø      Quatro paredes;
Ø      Uma lousa;
Ø      Alunos enfileirados;
Ø      Professor de frente em posição superior e detentor do saber;
Ø      Poder de exclusão legitimado ao professor  -  classes homogêneas – a escola contemplava aproximadamente 10% da população:
·        só meninos;
·        todos brancos;
·        mesmo corte de cabelo;
·        capazes de aprender;
·        bom comportamento.

3ª Revolução Educacional:  Ocorre a partir de 1920/30 na Europa e no Brasil a partir dos anos 80/90. Tem como principal característica o início do processo de democratização e universalização da Escola, necessário, principalmente para atender uma demanda da sociedade que precisa de pessoas mais instruídas em todas as áreas, dada a evolução dos meios de produção.
            Na sala de aula isto se reflete através da inclusão legítima das diferenças:
Ø      sociais;
Ø      econômicas;
Ø      psíquicas;
Ø      físicas;
Ø      culturais;
Ø      religiosas;
Ø      ideológicas;
Ø      de gênero.
      Atualmente estas características se impõem como grande desafio para a Educação que tem que conciliar acessibilidade, equidade e qualidade. Percebe-se que a escola atual apresenta muitas características da escola da 2ª Revolução, porém este modelo pensado no século XIX, para 10% da população, entre quatro paredes, para o aluno que aprende com facilidade, não responde mais aos anseios e necessidades da sociedade da Sociedade do Conhecimento, como bem salienta o Professor Ulisses.
      Há que se encontrar diferentes alternativas para um alunado diverso,   com vivências e interesses muito particulares. A escola que corresponda às necessidades dos dias  contemporâneos precisa distanciar-se de um modelo  tradicional tanto de estrutura física quanto estrutural e ideológica.  Buscar outros espaços, outras linguagens, outros instrumentos e acima de tudo tornar o aluno protagonista do seu caminhar educacional.
      Responder aos anseios desta sociedade atual, certamente favorecerá o tripé  acessibilidade, equidade, qualidade. 

      
                    Como sugestão, gostaria de deixar um texto que li esta semana do professor José Pacheco com o título “Série não rima com inclusão” que nos leva a refletir sobre o modelo  da escola atual e as necessidades reais do aluno que está nesta escola.
        

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